Produção acadêmica e técnica

Pesquisa e publicações de Eloisa Cola

Eloisa Cola, professora de confeitaria e gastronomia, sorrindo, de dólmã branco, em foto preto e branco

Eloisa Cola tem produção acadêmica em confeitaria desde 2014: estudou o brigadeiro como patrimônio cultural, desenvolveu uma farinha de peixe premiada no Instituto Federal do Paraná, publicou capítulo de livro pela Editora Univali em 2019 e apresentou em Fortaleza, em 2020, um cookie sem glúten e sem lactose enriquecido com farinha de peixe.

Eloisa ColaAtualizado em

A pesquisa de Eloisa Cola em resumo

A pesquisa de Eloisa Cola gira em torno de uma pergunta prática: o que cada ingrediente faz no doce, e o que se ganha quando nada vai para o lixo. Ela começou com a história do brigadeiro, passou para o aproveitamento de peixe descartado por frigoríficos e chegou à confeitaria sem glúten e sem lactose.

Produção acadêmica e técnica: 1 capítulo de livro (Editora Univali, 2019) · 1 trabalho completo em anais (2017) · trabalhos apresentados em Itajaí (2014), Foz do Iguaçu (2018), Lisboa (2018) e Fortaleza (2020) · 2º lugar no V IFTech, do Instituto Federal do Paraná (2017) · 1 projeto de extensão coordenado na UNIVEL (2016).

Quase toda essa produção nasceu dentro da sala de aula. Eloisa Cola foi professora na UNIVEL, na Uniamérica e no Instituto Federal do Paraná, e os projetos envolviam alunos do curso técnico e professores pesquisadores do campus.

Lista completa de trabalhos

AnoTítuloEvento ou veículoLocal
2014O Brigadeiro como Patrimônio Cultural Imaterial da Confeitaria BrasileiraII Fórum Científico de Gastronomia, Turismo e Hotelaria (UNIVALI)Itajaí (SC)
2016Produção de pães com fermento natural enriquecidos com ingredientes locais de Cascavel (projeto de extensão, como coordenadora, 64 horas)Curso de Gastronomia da UNIVELCascavel (PR)
2017Desenvolvimento de farinha de CMS de peixe e aplicação em produtos alimentícios (2º lugar)V IFTech, Feira de Tecnologia e Inovação do IFPRFoz do Iguaçu (PR)
2017Enriquecimento nutricional de alimentos com farinha de CMS de tilápia (trabalho completo, anais p. 108–114)III Mostra Científica de Alimentos (UTFPR)Medianeira (PR)
2017Alternativas de uso de CMS de peixe produzida por pescados locais (resumo)VI SE²PIN, IFPRPinhais (PR)
2018Desenvolvimento de produto tipicamente regional com aproveitamento de subproduto do beneficiamento de peixe (primeira autora)12º Fórum Internacional de Turismo do IguassuFoz do Iguaçu (PR)
2018Carne mecanicamente separada (CMS) de peixe como alternativa ao desperdício e enriquecimento proteico de produtos alimentícios (Book of Abstracts, p. 12–13)International Seminar Food, Health and Environment: Sustainability and ChallengesLisboa (Portugal)
2019Desenvolvimento de produto tipicamente regional com aproveitamento de subproduto do beneficiamento de peixe (capítulo, p. 261–271, primeira autora)Livro Turismo e Gestão de Crises, Editora UnivaliItajaí (SC)
2020Biscoito tipo cookie sem glúten e sem lactose enriquecido com farinha de peixe (anais p. 336–337)Congresso Brasileiro de Gastronomia, Ciência e Cultura AlimentarFortaleza (CE)

Nenhum desses trabalhos tem versão aberta na internet com link estável. Os dados acima vêm dos certificados e dos registros dos coautores. Quando há prova pública, como o Diário Oficial da União e a reportagem do g1, o link está na seção Fontes.

Brigadeiro como patrimônio cultural (2014)

O primeiro trabalho acadêmico de Eloisa Cola tratou o brigadeiro como patrimônio cultural imaterial da confeitaria brasileira. Ela apresentou o tema no II Fórum Científico de Gastronomia, Turismo e Hotelaria da UNIVALI, em Itajaí, de 17 a 20 de novembro de 2014, quando ainda cursava o bacharelado.

Patrimônio imaterial (o bem cultural que vive no modo de fazer, e não num objeto) é uma ideia que ajuda quem vende doce. Tratar o brigadeiro como parte da identidade brasileira explica por que ele aparece em toda festa e por que o cliente reconhece a receita certa na primeira mordida. Para a confeiteira, é o argumento para cobrar pelo brigadeiro bem feito, e não competir com o de qualquer jeito.

Farinha de peixe na confeitaria (2017 a 2019)

A pesquisa mais conhecida de Eloisa Cola é a farinha de CMS de peixe aplicada em doces. CMS é a carne mecanicamente separada: a carne que sobra presa à espinha depois do filé e que os frigoríficos costumavam descartar. No Instituto Federal do Paraná, campus Foz do Iguaçu, a equipe transformou essa sobra em farinha e a testou em cookies, bolos e cuca.

O prêmio no V IFTech (2017)

Em setembro de 2017, o projeto "Desenvolvimento de farinha de CMS de peixe e aplicação em produtos alimentícios" ficou em 2º lugar no V IFTech. A feira de tecnologia e inovação do IFPR aconteceu em Foz do Iguaçu nos dias 12 e 13 de setembro. Eloisa Cola assinou o projeto como um dos três professores responsáveis, com quatro alunos do campus.

Para quem faz doce, a lição é que farinha não é só trigo. Trocar parte da farinha por outra muda proteína, umidade e estrutura da massa. Na reportagem do g1 de 2026, Eloisa Cola lembrou o resultado: o produto "não tinha gosto de peixe" e tinha alto índice de proteína.

Medianeira e Pinhais (2017)

No mesmo ano, o trabalho virou publicação com dados de composição. O trabalho completo "Enriquecimento nutricional de alimentos com farinha de CMS de tilápia" saiu nos anais da III Mostra Científica de Alimentos da UTFPR, em Medianeira. Um resumo sobre o uso de CMS de pescados locais foi apresentado no VI SE²PIN, do IFPR, em Pinhais.

Foz do Iguaçu e Lisboa (2018)

Em junho de 2018, Eloisa Cola apresentou como primeira autora o trabalho sobre produto regional com subproduto de peixe. Foi no 12º Fórum Internacional de Turismo do Iguassu, em Foz do Iguaçu, evento com instituições de ensino do Brasil e do exterior. O projeto do IFPR por trás do trabalho criou uma farofa de peixe com pinhão e pimenta-rosa, ingredientes da região.

No mesmo ano, a pesquisa chegou a Lisboa. O trabalho sobre CMS de peixe como alternativa ao desperdício e ao enriquecimento de proteína foi apresentado no International Seminar Food, Health and Environment: Sustainability and Challenges. Ainda em 2018, ela apresentou na Arena Gastronômica uma cuca feita com a farinha de peixe.

Aproveitar o que sobra é a mesma lógica da ficha de subprodutos que ela ensina hoje. Cada clara, gema ou casca que sobra já tem destino planejado na semana seguinte. A página de confeitaria sustentável traz esse raciocínio aplicado ao dia a dia de quem vende doce.

Capítulo de livro pela Editora Univali (2019)

Em 2019, a pesquisa virou capítulo de livro. "Desenvolvimento de produto tipicamente regional com aproveitamento de subproduto do beneficiamento de peixe" está no livro Turismo e Gestão de Crises (Editora Univali, 1ª edição, volume 1, p. 261–271). Eloisa Cola é a primeira autora.

Em 2020, Eloisa Cola juntou as duas frentes da pesquisa num só produto: um cookie sem glúten, sem lactose e com farinha de peixe. O trabalho "Biscoito tipo cookie sem glúten e sem lactose enriquecido com farinha de peixe" foi apresentado no Congresso Brasileiro de Gastronomia, Ciência e Cultura Alimentar, em Fortaleza, e publicado nos anais (p. 336–337).

O desafio do cookie sem glúten é a estrutura. Sem o glúten, a massa perde a rede que segura o formato e o cookie esfarela; sem manteiga ou leite, muda a textura e o dourado. A farinha de peixe entrou para enriquecer o cookie com proteína. É o tipo de raciocínio que a página de confeitaria sem glúten e sem lactose explica ingrediente por ingrediente.

Docência: UNIVEL, Uniamérica e Instituto Federal do Paraná

Eloisa Cola deu aula de confeitaria e gastronomia em três instituições de ensino antes de fundar a escola online. A docência é o que liga a pesquisa ao método: cada projeto foi feito com alunos, e cada resultado precisava ser explicado em sala.

  • UNIVEL, Cascavel (2015–2017): professora da disciplina de Confeitaria no curso superior de Tecnologia em Gastronomia, aprovada por banca. Em 2016 deu cinco minicursos abertos ao público e coordenou o projeto de extensão de pães de fermentação natural com ingredientes locais.
  • Uniamérica, Foz do Iguaçu: professora do curso de Tecnologia em Gastronomia, conforme declaração do MEC/INEP de 2018. Na mesma instituição concluiu o MBA em Gestão da Aprendizagem (2017), com monografia sobre o modelo pedagógico da faculdade.
  • Instituto Federal do Paraná, campus Foz do Iguaçu (2017–2018): professora substituta de Gastronomia, selecionada por edital público, no Curso Técnico em Cozinha. Orientou o estágio de 5 alunos e participou de bancas que avaliaram outros 15. A prorrogação do contrato saiu no Diário Oficial da União (Portaria nº 2.694, de 28/11/2017).

Mestrado em Tecnologia de Alimentos na UTFPR

Eloisa Cola cursou o mestrado em Tecnologia de Alimentos da UTFPR, campus Medianeira, em 2018. Cumpriu 19 créditos em sete disciplinas, um a mais do que o programa exige, e não chegou à defesa da dissertação. A linha de pesquisa era Ciência e Tecnologia de Produtos Alimentícios.

As disciplinas explicam o vocabulário técnico que aparece nas aulas dela. Entre elas estão Microbiologia de Alimentos, Físico-Química de Alimentos, Processamento e Conservação de Alimentos e Planejamento de Experimentos. É essa base que ela chama de teste de bancada: a receita só vai para a aula depois de testada.

Parceria com a indústria: Selecta, Duas Rodas e FIPAN 2019

De 2015 a 2023, Eloisa Cola foi culinarista técnica da Selecta, marca da Duas Rodas, no Paraná e no Paraguai. Deu centenas de cursos práticos e aulas show para confeiteiros profissionais, com 30 a 50 participantes cada, incluindo turmas em Ciudad del Este e Assunção.

Na FIPAN 2019, em São Paulo, ela foi escolhida entre mais de 60 culinaristas da marca no país. Coube a ela dar as aulas show do lançamento do ano, o Chantilinho.

Como a pesquisa vira método nas aulas

A pesquisa de Eloisa Cola deu origem ao Método dos 4 Elementos, criado em 2019. O método monta cada doce com crocância, aeração, maciez e cremosidade, e parte da mesma pergunta da farinha de peixe: o que cada ingrediente faz na textura. A explicação completa está na página do Método dos 4 Elementos.

Nenhum ingrediente pode estar em uma receita sem ter uma função.

— Eloisa Cola, e-book "As 10 receitas de bolos recheados que vendem sozinhas"

Na prática, isso aparece em três hábitos que ela ensina. Primeiro, trocar ingrediente só sabendo a função dele, como na troca de 30% da farinha de trigo por amido de milho. Segundo, testar a receita em bancada antes de vender. Terceiro, planejar o destino das sobras antes de começar a receita. A biografia completa de Eloisa Cola está em Quem é Eloisa Cola, e os cursos organizados por momento estão em Comece por aqui.

Linha do tempo da pesquisa

  1. 2014: Apresenta "O Brigadeiro como Patrimônio Cultural Imaterial da Confeitaria Brasileira" no II Fórum Científico de Gastronomia, Turismo e Hotelaria da UNIVALI.
  2. 2015: Começa a dar aula de Confeitaria na UNIVEL e a atuar como culinarista da Selecta/Duas Rodas.
  3. 2016: Coordena o projeto de extensão de pães de fermentação natural na UNIVEL.
  4. 2017: Conquista o 2º lugar no V IFTech com a farinha de CMS de peixe e publica trabalho completo na III Mostra Científica de Alimentos.
  5. 2018: Cursa o mestrado em Tecnologia de Alimentos da UTFPR e apresenta a pesquisa em Foz do Iguaçu e em Lisboa.
  6. 2019: Publica capítulo de livro pela Editora Univali, dá as aulas show do Chantilinho na FIPAN e cria o Método dos 4 Elementos.
  7. 2020: Apresenta em Fortaleza o cookie sem glúten e sem lactose enriquecido com farinha de peixe.
  8. 2026: Conta ao g1 o resultado da farinha de peixe, na reportagem sobre confeitaria sustentável.

Perguntas frequentes

O brigadeiro é patrimônio cultural?

Eloisa Cola defendeu o brigadeiro como patrimônio cultural imaterial da confeitaria brasileira em trabalho de 2014. O trabalho foi apresentado no II Fórum Científico de Gastronomia, Turismo e Hotelaria da UNIVALI, em Itajaí, de 17 a 20 de novembro de 2014.

Dá para usar farinha de peixe na confeitaria?

Sim, a pesquisa de Eloisa Cola no Instituto Federal do Paraná usou farinha de CMS de peixe em cookies, bolos e cuca. Segundo ela, o produto não tinha gosto de peixe e tinha alto índice de proteína. O projeto ficou em 2º lugar no V IFTech, em 2017.

Existe cookie sem glúten com farinha de peixe?

Sim, Eloisa Cola apresentou em 2020 um biscoito tipo cookie sem glúten e sem lactose enriquecido com farinha de peixe. O trabalho foi apresentado no Congresso Brasileiro de Gastronomia, Ciência e Cultura Alimentar, em Fortaleza, e publicado nos anais do evento.

Eloisa Cola fez mestrado?

Eloisa Cola cursou o mestrado em Tecnologia de Alimentos da UTFPR em 2018, sem chegar à defesa. Ela concluiu os créditos das disciplinas. Os títulos que tem são de técnica em Gastronomia (UTFPR), bacharela em Gastronomia e Chef Internacional e Pâtissière (UNIVALI) e MBA em Gestão da Aprendizagem (Uniamérica).

Onde Eloisa Cola publicou pesquisa?

Eloisa Cola publicou um capítulo no livro Turismo e Gestão de Crises, da Editora Univali (2019), e trabalhos em anais de eventos científicos. Os trabalhos foram apresentados em Itajaí, Medianeira, Foz do Iguaçu, Lisboa e Fortaleza, entre 2014 e 2020.

Fontes

  1. Diário Oficial da União: Portarias de 28 de novembro de 2017 (prorrogação do contrato no IFPR)
  2. g1 Sorocaba e Jundiaí: Confeitaria sustentável: especialistas mostram como economizar e reduzir desperdícios (03/05/2026)
  3. UNIVALI: Anais do Fórum Científico de Gastronomia, Turismo e Hotelaria
  4. UTFPR: Programa de Pós-Graduação em Tecnologia de Alimentos (PPGTA)
  5. Ana Maria Receitas: Que tal uma renda extra na Páscoa? (09/03/2023, cópia arquivada)